domingo, 28 de abril de 2013

Românico séculos XI a XIII


Idade Média –  Séculos V a  XIV
Românico séculos XI a  XIII

Ao longo dos tempos primitivos a Europa foi, sucessivamente, palco de movimentos de migração de povos que a foram moldando em diferentes estádios civilizacionais. Nos primeiros séculos DC  diferenciou-se em núcleos populacionais  que irão dar origem  aos reinos antecessores dos países europeus.

Ao chegar ao fim do primeiro milénio a estrutura social e económica tinha por base as relações feudais. A nobreza era proprietária de grande parte dos terrenos agrícolas e concedia aos servos o direito de as cultivar e habitar  mediante o pagamento de uma renda na forma de trabalho, géneros ou moeda. Em troca, os servos recebiam protecção económica e militar. Foi uma época de guerras em que a vida se desenrolava em torno dos castelos e mosteiros. Vivia-se numa grande insegurança, os homens viraram-se para Deus e a Igreja era a detentora de grande  poder .

  A arte , essencialmente representada pela arquitectura, reflecte a insegurança dos tempos e as muitas igrejas e mosteiros que se edificam são verdadeiras fortalezas com grossas paredes e poucas aberturas.

O sistema feudal acentua as diferenças sociais no vestuário, não propriamente nas formas que eram simples e muito semelhantes para todos, mas sim nos tecidos e nas cores.

Basicamente os homens vestiam uma túnica, habitualmente com cinto e calças compridas . Usavam uma  espécie de camisa interior e cobriam-se com um manto fechado no pescoço com uma fivela ou fitas. As mulheres  usavam sobre a camisa interior longa uma túnica mais curta e de mangas amplas e cobriam os cabelos com toucados de pano.

domingo, 21 de abril de 2013

Bizâncio 320 a 1400DC


O Bizâncio, império romano cristão, nasceu  da divisão do império romano por propósito do imperador Constantino I, o Grande.

Com Roma em processo de decadência, Constantinopla assumiu-se como sua  herdeira propagando as ideias e ideais que a engradeceram . Graças ao seu grande poder económico  e refinado gosto tornou-se na sede cultural que iria influenciar toda a cultura ocidental.

No vestuário, inicialmente, conjugou os drapeados romanos com pesados e  ricos tecidos sendo que as sedas, os brocados e as peles estavam restringidas por lei a apenas os altos funcionários e à família imperial. Básico no corte e muito simples na forma, tornou-se sumptuoso devido aos tecidos pesados, ricamente bordados a fio de ouro, pérolas e pedras preciosas.

Os dois sexos usavam túnicas longas com mangas e capas feitas de tecidos luxuosos. Todo o conjunto foi se tornando progressivamente mais comprido com o objectivo de esconder completamente o corpo.

domingo, 14 de abril de 2013

Roma 753AC a 400DC


Roma nasceu da junção de três povos habitaram a península itálica: etruscos, grecos e Italiotas. Da fundação de uma pequena cidade construíram ao longo de séculos um império que dominou todo o Mediterrâneo e grande parte da Europa.

O seu percurso divide-se em três grandes períodos:

Monarquia – Fundação 753 a 509AC –  Centrada numa pequena cidade a  sociedade estava  dividida em patrícios e plebeus.  Era governada por um rei e com uma economia baseada na agricultura e pastorícia.

República -  509 a 27AC -  Período de grande sofisticação e crescimento em que o poder era exercido por senadores eleitos anualmente para desempenharem diferentes cargos e funções . O cargo mais elevado era o de cônsules e era desempenhado sempre a pares.

Imperio – de 27AC a 400DC – Roma era então governada por um imperador  e conheceu a sua maior extensão ao dominar todos os países em volta do mar Mediterrâneo,  a Península Ibérica e a Grã- Bretanha. Foi por se tornar tão grande e dificilmente governável que em 395dc foi dividida em dois e entrou em declínio

Culturalmente os romanos herdaram muitas das características gregas, inclusivamente na religião em que prevaleceram os deuses gregos se bem que com outras designações. Souberam, contudo, desenvolver os seus múltiplos aspectos culturais, científicos, artísticos e linguísticos de tal forma que perduram até os dias de hoje . Destacam-se como exemplos : o Direito Romano,  diversas  técnicas de arquitectura e engenharia ,  as línguas latinas , e diferentes práticas nas  artes plásticas, filosofia e literatura.

As principais linhas do traje grego na sua simplicidade foram adoptadas por Roma mas foram progressivamente se tornando faustosas no decorrer de Roma imperial. A primeira grande alteração ao panos drapejados gregos foi a túnica cosida que quer os homens quer as mulheres usavam diversas sobrepostas.  A túnica adquiria diferentes designações consoante o uso ou a adição de pormenores: Subucula ( interior), colobium ( sem mangas), dalmática ( com mangas , caracala ( com capuz)  e estola ( túnica feminina ).

Surge o conceito de roupa interior e as mulheres para além da tanga usavam o strophium, para proteger e segurar o peito.

Ambos os sexos calçavam sandálias.

Contudo a peça que mais caracteriza Roma, apesar de não ter sobrevivido até o final do império é sem duvida a toga, um enorme pano semicircular com cerca de 5m que era enrolado em torno do corpo seguindo regras instituídas e que de certa forma personalizava a cidadania romana

  

domingo, 7 de abril de 2013

Etruscos - 1200AC a 250 AC


A Etrúria era limitada pelos rios Arno e Tibre e pela costa do mar Tirreno mas no seu apogeu controlou quase toda a península itálica. Constituída por cidades estado sustentava a sua economia no cultivo do trigo e da vinha, cujos excedentes exportava e nas indústrias de metais com base no ferro, zinco, cobre e chumbo.

 Os Etruscos desenvolveram uma escrita que até hoje não foi decifrada mas que se julga ter forte relação à sua religião politeísta com ritos de extrema complexidade. Acreditavam na vida para além da morte e prepararam-se para isso construindo grandes necrópoles  que recheavam de ricos objectos de uso diário e embelezavam com pinturas a retratar momentos de bem estar.

Construíram  cidades que denotam estudo prévio, e desenvolveram uma arte muito realista traduzida quer na pintura, quer na escultura e cerâmica.

A mulher participava de toda a vida social e sendo da aristocracia,  quando por morte do marido, era chamada a gerir os bens da família.

O traje compunha-se de túnicas sobrepostas, e mantos drapejados sobre o corpo.

quarta-feira, 27 de março de 2013

Grecia


A civilização grega surgiu no Mediterrâneo, entre o mar Egeu e o mar Jónico e edificou-se em multiplas Polis, cidades-estado, das quais as mais importantes foram Esparta e Atenas. A economia dos gregos baseava-se na agricultura, em algumas indústrias artesanais como a cerâmica e a tecelagem e no comércio marítimo.

 Criaram um alfabeto, cunharam moedas, desenvolveram a Matemática, a Filosofia, a Poesia, o estudo da História e o Teatro. A Arquitectura e as Artes Plásticas em geral conheceram grande desenvolvimento.

Politeístas instituíram os Jogos Olímpicos em homenagem aos seus Deuses

Em oposição a toda esta riqueza social e cultural o vestuário compunha-se apenas de rectângulos de tecido que cada pessoa enrolava em redor do corpo conforme a sua vontade.

Quer para os homens, quer para as mulheres o vestuário consistia essencialmente em duas peças; O quinton e o himátio.

O quiton era uma espécie de túnica que se montava no corpo através de alfinetes a fechar os ombros e com um cinto a apertar na cintura. Os homens fechavam-na só do lado esquerdo para permitir maior liberdade de movimentos ao braço direito.

Poderia ser de linho ou de lã em variações de branco.

O Himátio era a veste exterior e consistia num grande manto drapejado livremente em torno do corpo.

O calçado mais comum era a sandália.

As mulheres usavam muitas jóias e a ostentação de luxo atingiu níveis que se criaram leis a limita-lo  

quinta-feira, 21 de março de 2013

Creta – 3000AC a 1200 AC


Provavelmente graças à sua posição geográfica, a ilha de Creta foi berço de uma sofisticada civilização sustentada por uma economia robusta, com base no comércio marítimo que se concretizava essencialmente na região das Balcãs e na Asia Menor. Comercializavam jóias, tecidos, armas e objectos feitos de bronze.

No seu apogeu constituía uma sociedade bem organizada, chefiada por um Rei mas com muito pouca diferenciação de classes e na qual a mulher detinha um papel relevante.

Desenvolveram a escrita, a arquitectura e diversas formas de arte que reflectem  um modo de vida mundano e desinibido, traduzido por linhas soltas e livres. Esta característica vai impor-se também no vestuário fazendo com que se diferencie de forma significativa da peça rectangular drapejada que imperou em todas as outras civilizações contemporâneas.

Quer para a mulher como para o homem, a cintura era bem salientada através de cintos adornados ou feitos de metal. Os homens usavam uma tanga curta e muito justa e tronco nu. As mulheres vestiam longas saias de folhos e corpetes muito justos a salientar o peito. Qualquer dos sexos poderia usar também um vestido longo e cinturado.

No interior das casas andavam descalços possuindo sandálias e botas para sair.

Ambos os sexos usavam jóias e chapéus com formas estilizadas de elementos vegetais e cabelos longos com um caracol de cada lado a emoldurar o rosto.

Como os Egípcios mantinham cuidados de higiene diários e muitas das casas possuíam instalações para banhos, água canalizada e esgotos.

sexta-feira, 15 de março de 2013

No tempo dos faraós 3000 a 30 AC


A civilização egípcia beneficiou, inicialmente, de um longo período de paz e de elevada organização de estado que potenciaram a prosperidade económica e o aperfeiçoamento das artes. E se bem que, posteriormente, tenha conhecido períodos de declínio e estagnação conseguiu sempre se reerguer até cerca de 30AC em que foi subjugada pelos Romanos.

Politica e economicamente a história da civilização egípcia divide-se, em grosso modo, por quatro grandes períodos:

·         Império Antigo – Mênfis – primeiras pirâmides – 3000 a 2100 AC

·       Império Médio –  Tebas – sistema feudal - 2100 a 1700 AC

·        Novo Império – alargamento do território egípcio – 1700 a 1100AC

·         Império Saíta – Persas – Delta do Nilo  - 1100 a 30 AC

Contudo no que diz respeito à cultura muito poucas alterações se verificaram ao longo dos três milénios, grande parte, graças ao enorme poder dos sacerdotes que conseguiram impor e manter regras rígidas, contendo assim qualquer ameaça ao seu elevado estatuto.

O vestuário reflecte esta inércia e praticamente não se alterou. Durante os primeiros séculos manteve-se exclusivamente nas formas drapejadas em tecidos de linho e sem grande diferenciação entre sexos. No Novo Império surge a túnica calasiris e maior variedade de cores, especialmente nos acessórios e complementos.
Contrariamente ao traje que se manteve sempre simples os cuidados com o corpo atingiram grande requinte. Da sua higiene diária faziam parte o banho, massagens, loções, pomadas reafirmantes, perfumes e pesada maquilhagem. Depilavam todo o corpo inclusive a cabeça que cobriam com  vistosas cabeleiras . Os homens usavam também bigodes e barbas postiças.